segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Legalização da Maconha: A Quem Interessa?


Legalização da Maconha: A Quem Interessa? 

 


Antes, alguns dados objetivos precisam estar em mente: 75% dos brasileiros não concordam com a legalização; 11% concordam. O restante não sabia opinar ou não respondeu à pesquisa Lenad 2012. 

Em número de pessoas, isso significa que 111 milhões de brasileiros não concordam com a legalização e que 16 milhões concordam. 

Como os dados com o perfil dessas pessoas não foram ainda avaliados, e suas motivações não foram objeto da pesquisa, vamos aqui levantar algumas hipóteses a respeito de quem seria essa minoria de brasileiros que concordam com a legalização.

Entre eles existe um grupo, manifesto, que acredita que a legalização vai regular o consumo, a produção, a distribuição, e com isso haverá diminuição do tráfico e da violência. 

Está subjacente à essa ideia o alto controle estatal, como aconteceu no Uruguai. O Estado deverá conseguir fiscalizar a venda de sementes, o número de pés de maconha plantados, a idade de quem planta, quem usa e a quantidade que usa, quem comercializa e quem compra. 

Quem defende essa posição deve acreditar que a maconha é uma droga que merece controle, que não deve ser liberada totalmente. Deve acreditar que pelo menos para alguns a maconha traz prejuízo, caso contrário não faria sentido tanta regulação do Estado.

Eu faço parte de um grupo que questiona: tendo em vista que a experiência brasileira na regulação e no controle do mercado de álcool e cigarro não é boa, por que seria diferente com a maconha? 

Regular tantas etapas do processo, além do comércio ilegal que continuará existindo, é viável, factível? Tendo em vista a dimensão do Brasil, nossa história, nossa cultura e nossos hábitos, podemos nos comparar com Uruguai, Holanda, Portugal, Estados Unidos? 

Se o Estado brasileiro não conseguiu fazer frente às forças do mercado de bebida e de cigarro no controle de propaganda, distribuição e venda de seus produtos, por que seria diferente com a maconha? 

Por exemplo, não se conseguiu restringir o consumo de bebida nos estádios durante a Copa. A lei foi rediscutida em razão do poder econômico. 

Ao se formar um mercado de maconha, ele não vai se organizar, se fortalecer e exercer seu poder sobre o Estado? 

Ou, ao contrário do mercado de bebida e cigarro, ele vai passar a considerar interesses de saúde pública e dos mais vulneráveis (crianças, adolescentes, doentes mentais)?

Existe outro grupo que acredita que a liberdade das pessoas deve ser prioridade. As pessoas todas teriam plena condição para avaliar os riscos e os benefícios de seu comportamento e para decidir o que é melhor para si. 

Essa é uma questão filosófica interessante. Existe uma teoria em psicanálise que diz que a cidadania e a convivência coletiva só foram possíveis quando o homem conseguiu reprimir alguns de seus impulsos primitivos individuais em prol do interesse da maioria e do bem comum. 

Para o bem-estar do grupo, não sujamos as ruas fazendo nossas necessidades fisiológicas, embora isso nos custe algum esforço e o cumprimento de algumas regras que contrariam a satisfação imediata e pura dos impulsos e desejos primitivos. 

Este é o princípio: se algum desejo individual prejudica o bem-estar do grupo, ele precisa ser revisto. 

Assim, pergunto: o que é melhor para o bem comum, e não para o indivíduo? A vontade do indivíduo deve se sobrepor à vontade do grupo?

Ainda nesse campo, temos a psicologia comportamental, que se baseia no argumento de que o ambiente (cultural, social, econômico etc.) influencia a decisão das pessoas. Ninguém é totalmente livre e desprovido de interferências externas. 

O mercado, a propaganda, o preço, a atitude do grupo influenciam a decisão das pessoas. Não é só isso. A dependência turva a liberdade de escolha. 

E maconha causa dependência: 37% dos brasileiros que usaram maconha no último ano preenchiam critérios de dependência (Lenad). Isso não é um questionamento. É um fato.

Existe ainda o grupo de usuários de maconha. Essas pessoas gostariam de sair da ilegalidade e não sofrer preconceito e exclusão. E, naturalmente, uma parte delas gostaria de continuar usando. 

Fato: cerca de 3% da população brasileira usa maconha. 

Questão: nesse grupo, imagino que existam vários subgrupos, como aqueles que usaram eventualmente e não tiveram problemas e querem continuar usando. 

Aqueles que usaram, tiveram problemas (desenvolveram um quadro psicótico e perderam a capacidade de ajuizamento crítico) e não conseguem perceber os prejuízos e, por isso, querem continuar usando. 

E aqueles que, embora usem, gostariam de parar.

Sobre isso, me pergunto: não seria mais fácil e justo proteger os mais vulneráveis com capacidade de ajuizamento crítico prejudicado? 

Não existe outro modo de tratar os usuários sem preconceito e exclusão que não seja colocar em risco os outros mais vulneráveis? 

De fato, os mais vulneráveis talvez sejam a minoria. Mas qual é o papel das políticas públicas se não proteger os mais vulneráveis? Não deveria o Estado proteger a minoria mais vulnerável?

Evidentemente, existem muitos outros grupos, mas esses são os maiores. É evidente também que todas essas questões são passíveis de discussão e que assim seja. 

Essa é a intenção deste post. Quero levantar dúvida e gerar questionamento. Se formos capazes de duvidar, seremos capazes de responder um dia. O que preocupa é a indisposição para o debate e decisões que desconsiderem o que pensa a maioria das pessoas.

Mas a dúvida que mais preocupa e incomoda é que deve existir um grupo que lucraria muito com a legalização da maconha. Não são os 3% de usuários ou os 11% que concordam com a legalização. 

É um grupo muito menor, que vê em nossa ingenuidade e na possibilidade econômica uma grande oportunidade. Nesse grupo não há espaço para ingênuos, do que se conclui que entre os que concordam também há um grupo de ingênuos.

A pergunta que cabe neste caso é o que fazer para não ficar nesse grupo e inadvertidamente lutar pelos interesses de tão pouca gente?

Questionar e duvidar pode ser o primeiro passo. Saber em qual grupo nos incluímos, o segundo. E, por fim, tentar responder: 

A quem de fato interessa que a maconha seja legalizada? Interessa a você, leitor? Por qual motivo?

Por Dr Cláudio Jerônimo da Silva - Psiquiatra e Diretor Técnico do UNAD.


Gil Corrêa
Diretor, Escritor e Pesquisador
Ministério Adonai
O Portal do Saber
08/2014
 

A Maconha e o Mito do Prazer Inofensivo


A Maconha e o Mito do Prazer Inofensivo 

 

O que se sabe hoje sobre os danos e o potencial medicinal da droga, segundo uma das maiores especialistas do mundo

A psiquiatra Nora D. Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos, acaba de prestar mais uma contribuição a um dos debates quentes e atuais na fronteira tênue entre saúde e justiça. 

Num momento em que tantos países – entre eles, o Brasil – discutem os prós e contras da legalização da maconha (para uso medicinal ou recreativo), Nora reuniu num artigo científico o conhecimento mais atualizado sobre os efeitos da droga.

Está lá um bom resumo do que se sabe hoje sobre os danos provocados pela maconha e sobre os possíveis benefícios no tratamento de doenças. 

O trabalho foi publicado em 05/06/2014 no New England Journal of Medicine. Nesta coluna, destaco as principais conclusões da equipe de Nora, uma das mais respeitadas pesquisadoras sobre drogas em todo o mundo.

DEPENDÊNCIA

Cerca de 9% daqueles que experimentam maconha vão se tornar dependentes. Entre os que fumam maconha todos os dias, a taxa de dependentes chega a 50%. 

Um em cada seis garotos que começam a usar a droga na adolescência se torna dependente. A probabilidade de apresentarem sintomas de dependência dois anos após a primeira experiência é até quatro vezes mais elevada que a verificada entre os que começam a usar a droga na idade adulta.

DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO

O uso de maconha na adolescência é a grande preocupação dos especialistas. O desenvolvimento do cérebro só fica completo por volta dos 21 anos. Antes disso, ele é altamente vulnerável a agressões ambientais, como a exposição ao tetrahidrocanabinol (THC), um dos principais componentes da maconha.

SAÚDE MENTAL

Em vários estudos, o uso regular da droga foi associado a um risco mais elevado de desenvolvimento de ansiedade e depressão. 

Ainda não foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito. Não se sabe se a maconha é, de fato, a causa dessas doenças. A droga também parece aumentar o risco de psicoses (entre elas, a esquizofrenia). 

Isso ocorre, em especial, entre as pessoas que já têm uma predisposição genética à doença. Em pessoas com esquizofrenia, a droga pode exacerbar a doença. Um estudo demonstrou que o uso regular de maconha pode antecipar o primeiro surto em até seis anos.

DESEMPENHO ESCOLAR

A droga pode provocar falhas de memória que dificultam o aprendizado e capacidade de reter informações. 

Alguns estudos demonstram que os dependentes de maconha têm pior desempenho escolar e maior probabilidade de abandono dos estudos. 

Pode ocorrer também um déficit cognitivo. O QI (coeficiente de inteligência) dos que fumaram maconha com frequência durante a adolescência tende a ser mais baixo.

ACIDENTES DE TRÂNSITO

A exposição imediata ou frequente à maconha prejudica as habilidades motoras e aumenta o risco de acidentes de trânsito. Nos Estados Unidos, a maconha é a droga ilícita mais frequentemente associada a desastres nas ruas e estradas.

CÂNCER E OUTRAS DOENÇAS

O risco de tumores malignos em pessoas que fumam maconha continua não esclarecido. As evidências disponíveis sugerem que o risco de câncer é maior entre os que fumam tabaco. 

A maconha pode provocar inflamações nas vias aéreas e doenças crônicas como bronquite. A droga também tem sido associada a um risco mais elevado de problemas vasculares que podem provocar infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Essa relação é complexa e ainda não está completamente esclarecida.

Como se vê, a crença de que fumar maconha é um prazer inofensivo não passa de mito. As evidências mais atuais reunidas por Nora podem contribuir para o debate sobre o uso recreativo da droga. Há um segundo debate, ainda mais doloroso, sobre o uso da maconha para fins medicinais.

Atualmente a importação de remédios feitos a partir de componentes da maconha não é liberada no Brasil. Só pode ocorrer com autorização judicial. 

Famílias de pacientes que sofrem com doenças graves (como epilepsia resistente a qualquer medicamento convencional) depositam esperança no tratamento com produtos como o spray Sativex, do laboratório britâncio GW Pharmaceuticals.

As famílias tinham a expectativa de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberasse a importação de medicamentos como esse. No dia 29, a Anvisa decidiu adiar a decisão.  É possível que a liberação de importação não saia tão cedo.

"No mercado, não há remédio só à base de canabidiol”, disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência. “Mesmo que o canabidiol seja aprovado, as pessoas não poderão importar os medicamentos porque eles têm, em sua composição, outras substâncias proscritas." É o caso do Sativex. Além do canabidiol (CBD), ele contém THC.

Segundo Barbano, a agência não tem informações suficientes sobre os efeitos colaterais que o canabidiol possa provocar. “O CBD tem sido usado no Brasil em crianças e nós não detemos informações na literatura de qual é a consequência orgânica do uso de médio e longo prazo por crianças de diferentes idades. É dever da Anvisa evitar os efeitos colaterais e alertar sobre os riscos”.   

No artigo publicado, Nora relaciona o conhecimento mais recente sobre o papel da maconha no tratamento de doenças. Um resumo:

ESCLEROSE MÚLTIPLA

O spray oral Sativex, uma mistura de THC e CBD, demonstrou ser eficaz no tratamento da esclerose múltipla, da dor neuropática e de distúrbios do sono. Está disponível no Reino Unido, no Canadá e em outros países. Nos Estados Unidos, ainda não recebeu a aprovação da FDA, a agência que controla medicamentos.

GLAUCOMA

Há evidências de benefícios da maconha em pacientes com glaucoma, uma doença associada ao aumento da pressão no olho. A droga reduz a pressão intraocular, mas o efeito é transitório. Tratamentos convencionais já existentes são mais eficazes. A discussão persiste e outros estudos são necessários.

NÁUSEAS

Ajuda a combater náuseas provocadas pela quimioterapia. Foi um dos primeiros usos médicos do THC e outros canabinóides.

ANOREXIA

Relatos médicos indicam que a maconha melhora o apetite e favorece o ganho de peso em pessoas com aids. Faltam estudos de longo prazo que justifiquem a adoção de maconha por pacientes que tomam drogas contra o HIV.

DOR CRÔNICA

A maconha é usada há séculos para aliviar a dor. Tanto a maconha quanto o dronabinol, uma formulação farmacêutica à base de THC, são capazes de reduzir dores. O efeito proporcionado pelo dronabinol mostrou-se mais prolongado.

INFLAMAÇÃO

Os canabinóides (THC e canabidiol) têm efeito antiinflamatório. O canabidiol tem atraído especial interesse como tratamento porque não provoca efeitos psicoativos. Estudos com animais revelaram que o canabidiol pode se tornar um recurso promissor contra a artrite reumatoide e doenças intestinais inflamatórias, como colite e doença de Crohn.

EPILEPSIA

Uma pequena pesquisa realizada com pais de crianças que sofrem convulsões frequentes, publicada no ano passado, trouxe alguns dados. Participaram apenas 19 famílias que trataram os filhos com maconha com alto teor de canabidiol.

Duas famílias (11% da amostra) declararam que a criança ficou completamente livre de convulsões. Oito famílias (42%) observaram redução superior a 80% na frequência das crises. Seis famílias (32%) notaram redução de até 60% na frequência dos episódios.

Embora esses relatos sejam promissores, faltam informações sobre a segurança e a eficácia do uso de maconha no tratamento da epilepsia. Em animais, há cada vez mais evidências da contribuição do canabidiol como um agente antiepilético.

Diante do sofrimento de um filho, as famílias têm pressa. É compreensível que se sintam inconformadas com os trâmites burocráticos e as intermináveis reuniões das autoridades sanitárias.

A sociedade brasileira também tem pressa. Quer uma solução eficaz de combate ao tráfico de drogas. A legalização da maconha é defendida por gente séria e bem intencionada. O erro é tentar minimizar os danos à saúde que o fácil acesso à droga pode acarretar.

A maconha consumida hoje não é a mesma dos anos 60. A potência da droga (o conteúdo de THC) verificada em amostras confiscadas pela polícia americana não para de crescer. Nos anos 80, era de 3%. Em 2012, chegou a 12%. Não há razão para acreditar que a droga disponível no Brasil seja menos perigosa.

A maior permissividade cultural e social em relação à maconha aumentará o número de adolescentes expostos regularmente à droga? No caso de uso generalizado de maconha, quais serão os efeitos do fumo passivo? Ninguém sabe.

“O efeito de uma droga (legal ou ilegal) sobre a saúde individual não é determinada apenas por suas propriedades farmacológicas”, escreveu Nora. “Ela é determinada, também, pela sua disponibilidade e aceitação social.”

O tabaco e o álcool oferecem uma boa amostra do que pode acontecer. Juntos, eles respondem pela maior carga de doenças provocadas por drogas. Não porque eles sejam mais perigosos que as drogas ilegais, mas porque o status de droga legal aumenta a exposição da população a elas.

Estamos dispostos a pagar para ver com a moeda do desenvolvimento saudável?

 Fonte: Revista Época

Gil Corrêa.
Diretor, Escritor e Pesquisador.
Ministério Adonai.
O Portal do Saber.
08/2014.
 

sábado, 16 de agosto de 2014

O Que é a Cruz Vergada ?


O QUE É A CRUZ VERGADA?


A Verdade precisa ser dita e mostrada a todos, independente de fé, credo ou religião.

O cruz vergada é, nas palavras do autor católico Piers Compton, no livro de sua autoria intitulado The Broken Cross: Hidden Hand in the Vatican (1981).

"Um símbolo sinistro, usado pelos satanistas no século VI, que tinha sido restaurado no tempo do Vaticano II. Era uma cruz vergada ou quebrada, na qual era exibida uma figura repulsiva e distorcida de Cristo, que os bruxos e feiticeiros praticantes de magia negra da Idade Média criaram para representar o termo bíblico da 'marca da besta'."

"Porém, não somente Paulo VI, mas seus sucessores, os dois João Paulo, carregaram esse objeto e o mostraram para ser reverenciado pelas multidões, que não tinham a menor ideia de que representava o Anticristo."


Vejam bem: Eu poderia usar declarações de outros satanistas ou esotéricos para definir a cruz vergada... porém, decidi usar a declaração de um autor e escritor Católico, para mostrar a vocês que eles (a Cúria Católica) tem pleno conhecimento deste símbolo maligno e diabólico, usado insistentemente pelos Papas, desde o Papa Paulo VI, passando pelas mãos de João Paulo I e de João Paulo II, assim como, Bento XVI...



"Um símbolo sinistro, usado pelos satanistas no século VI, que tinha sido restaurado no tempo do Vaticano II. Era uma cruz vergada ou quebrada, na qual era exibida uma figura repulsiva e distorcida de Cristo, que os bruxos e feiticeiros praticantes de magia negra da Idade Média criaram para representar o termo bíblico da 'marca da besta'."



Assim como esta peça satânica circula pelos corredores e salões do Vaticano, lá fora, na praça de São Pedro, onde milhares de católicos se agrupam para ver o Papa, há outros 2 símbolos tão malignos quanto diabólicos, que pouco se dão a perceber, embora sejam bem grandes e visíveis aos olhos humanos...



Trata-se do Obelisco e da Roda das 8 Etapas...

Em breve, postarei um estudo sobre o significado do Obelisco e da Roda das 8 Etapas, tão conhecidos aos adeptos da Maçonaria e das Escolas Místicas e Esotéricas (visíveis ou invisíveis), quanto a todos os satanistas espalhados por todo o mundo.


Somente alguns irmãos católicos desconhecem esse envolvimento da Igreja Católica com o Satanismo Moderno e a Maçonaria...

Roda das 8 Etapas
Obelisco

Pastor Gil Corrêa.
Diretor, Escritor e Pesquisador
O Portal do Saber
2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

As Sete Regras do Abuso Espiritual


AS SETE REGRAS DO ABUSO ESPIRITUAL



Não é novidade que as igrejas evangélicas estão se fragmentando a uma velocidade incrível. São tantas as denominações, e com tantos títulos absurdos, que o povo ateu e incrédulo já fazem piadas e mais piadas contra o povo evangélico...

Discípulos e membros, sem nenhuma experiência espiritual ou conhecimentos bíblicos profundos, se rebelam contra a liderança de suas igrejas de origem e criam suas próprias denominações...

Geralmente, sem credencial alguma, se autodenominam "pastores"; "Bispos"; "Apóstolos"; etc... e formam um novo grupo "cristão", muitas das vezes, sem nenhum fundamento bíblico ou doutrina bíblica sustentável...

São as famosas "seitas" evangélicas que estão surgindo, aos montes, por todo o território brasileiro... E esse fenômeno tem criado grupos de cristãos fracos e capengas na fé; sem nenhuma estrutura bíblica que sustente seu crescimento espiritual.

Geralmente, apoiam-se cegamente em seus "lideres" como se fossem seus "gurus" espirituais, onde a submissão ao homem é maior do que a reverência e obediência a Deus.

Por este motivo, resolvi transcrever abaixo, alguns abusos cometidos por esses "lideres" contra o rebanho que deveria pertencer a Deus:

1) Distorção da Escritura: 

Para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. 

Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o líder ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrário do bom exemplo dos bereianos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia (ver Atos 17:10-11).

2) Liderança autocrática: 

Discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "homens de Deus" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "Líder" ordenasse,  pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. 

A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. 

Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolacionismo Denominacional: 

O grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. 

Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. 

O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Elitismo Espiritual: 

É passada a ideia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Bíblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). 

Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discípulos ou de células é indicativo de espiritualidade. 

Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Controle da Vida Pessoal: 

Quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. 

É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento por motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. 

Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Rejeição de Discordâncias: 

Não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. 

Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. 

Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. 

As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados (muito semelhantes a ICAR... Os dogmas criados por seus "líderes" tem mais valor que as Sagradas Escrituras).

7) Saída Traumática: 

Quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoísmo, preguiça, comodismo, etc. 

Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. 

Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. 

Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famílias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

Nestas "igrejas" quem saí é taxado de retirante, caído, bode, não entendeu obra, filho de Belial, etc. Lançam maldições sobre os servos que abrem os olhos acerca dessa arapuca chamada "igrejas controladoras e abusadoras".

Aos ficantes é orientado a não falar com os que saem, mesmo sendo um familiar.

Enfim, são absurdos e mais absurdos cometidos contra as pessoas que discordam de algum processo criado dentro de seita, e cegamente seguidos por seus discípulos.

As pessoas são vistas como marionetes de "líderes" inescrupulosos, que se utilizam de toda a sua "autoridade espiritual" contra qualquer tipo de oposição.

A Bíblia é bem clara neste aspecto: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29).

Seja submisso, em tudo, a Deus... Jamais ao homem!

Se você participa de um grupo parecido a este, ore a Deus, com sinceridade e peça direção ao Espírito Santo, e siga a orientação da verdadeira Palavra de Deus:

"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas" (Apocalipse 18:4).

Seja sábio e busque a sabedoria que vem do alto: " Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia" (Tiago 3:17).

Não seja oprimidos por esses falso líderes e falsos profetas... Siga a Palavra de Deus... "Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2 Coríntios 3:17).

Fuja de todo e qualquer tipo de controle ou opressão e seja livre!
Livre para seguir a Cristo e fazer toda a vontade de Nosso Pai Amado! Pois Deus é Amor!

Pastor Gil Corrêa.
Diretor, Escritor e Pesquisador
Ministério Adonai
O Portal do Saber.
08/2014.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sexo Só Depois do Casamento!


Sexo Só Depois do Casamento!

Entenda como e porquê os jovens evangélicos aguentam e ficam sem sexo, que só é permitido depois da troca de alianças


Boa parte do público da igreja Bola de Neve é formada por universitário de diversas classes sociais que gostam de esportes radicais e têm estilo alternativo. 

O surf começa no altar da igreja e entra na vida dos seguidores. Por isso, o clima descontraído de praia e os louvores ao ritmo de rock, pop e reggae contagiam os jovens seguidores que tem uma árdua tarefa: 

Entre os ensinamentos e doutrinas que prega a Bola de Neve estão os preceitos básicos da Igreja Evangélica, que também é a favor do sexo somente após o casamento. 

Conversamos com alguns membros da Bola de Neve e alguns frequentadores a fim de descobrir como esses jovens são educados na igreja e como eles conseguem cumprir essa tarefa tão difícil principalmente em uma sociedade que apela e incentiva constantemente as práticas sexuais, seja nas novelas, na publicidade ou diversas outras esferas.

A Bíblia é a lei

Todas as crenças são baseadas nas palavras da Bíblia. Segundo ela, ter relação antes do casamento é uma forma de contaminação e dessa forma o Espírito Santo não pode habitar nesse corpo. 

Além disso, a “troca de sangue” que acontece no sexo significa que o homem deverá se unir a uma só mulher e os dois corpos serão um só. Feito isso, em teoria, ambos não poderiam se relacionar com outras pessoas, com exceção ao caso de divórcio. 

Problemas sociais

Fora o motivo de que “Deus considera errado” existem outras razões sociológicas que fazem a igreja defender a abstinência. 

Se o sexo não fosse praticado antes do casamento existiram menos pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis, assim como gravidez indesejada, abortos, mães solteiras e crianças sendo obrigadas a crescer sem a presença do pai ou da mãe.

A troca das alianças é o fim da abstinência

A relação sexual fora do casamento significa que essas pessoas não estão unidas de acordo com a lei do homem, que é o casamento no cartório, e também com a lei de Deus, que é se unir com o propósito de formar uma família sob sua benção. 

Segundo diz a Bíblia: "o sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova.” Quem fugir dessa afirmação estará cometendo um pecado. 

Nessa crença, o sexo não deve ser visto apenas como ato de prazer, mas também como meio de procriação, portanto só deve ser feito dentro do matrimônio.

Liberdade de escolha

Eles acreditam que Deus dá o livre arbítrio e o direito de escolher diferentes caminhos, por isso não impõe nos cultos como uma forma de obrigação cumprir determinadas regras de conduta. A igreja mostra o que diz a Bíblia como forma de ensinamento e cada um age de acordo com sua própria disciplina e consciência.

Resistindo a tentação

O desejo é natural no ser humano e por isso ele não deixa de existir mesmo em quem preserva a virgindade ou pratica a abstinência depois do batismo. 

Um casal de namorados que quer ter um relacionamento santo e de acordo com a vontade de Deus, não vai dormir junto e não vai ficar sozinho em casa vendo filme. Eles evitam atitudes assim porque ajudam a esquentar as coisas. 

A tentação vem, mas eles se lembram da “palavra” (Bíblia) e conseguem se controlar. Consequentemente os casais formados geralmente são da igreja e compartilham da mesma crença.

Batismo = Vida Nova

As pessoas que entram na Bola de Neve e são batizadas, mas já iniciaram a vida sexual, podem interromper seus hábitos antigos. 

A adoração a Jesus significa pra eles iniciar uma nova vida com novas condutas e comportamentos. 

O próprio fundador e Apóstolo Rinaldo Seixas é o maior exemplo disto. Ele é ex-usuário de drogas e mudou sua vida quando decidiu se dedicar à igreja.

"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará" (Hebreus 13:4).

Fonte: Areash

Gil Corrêa
Diretor e Pesquisador
O Portal do Saber



A Parábola do Cisco e da Trave


A PARÁBOLA DO CISCO E DA TRAVE.



"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão" (Mateus 7:1-5).

A dupla parábola que temos aqui está curiosamente aliada à que vem em seguida, sobre os cães e porcos, mas vamos examinar cada par sepa­radamente. 

As quatro figuras de lin­guagem estão unidas entre si, uma vez que tratam de um só tema que o Senhor ilustra, ou seja, os princípi­os que nos devem reger quando for­mos exercer algum julgamento. Ambas as "duplas", igualmente, po­dem ser exercidas e podem aconte­cer em nossa vida. 

Quando nosso Senhor disse "Não julgueis, para que não sejais julgados", protestava contra aquele tipo de julgamento que condena. 

É necessário que haja um senso de seleção, e quando Cristo usa o exemplo do cisco e da trave, orde­na isso, e o uso que fez daqueles exemplos mostra que podemos exer­cer julgamento de forma errada; e o exemplo dos cães e porcos mostra como o julgamento, mesmo sendo terrível ao ser aplicado, tem de ser exercido. 

Se for para julgarmos, não deve ser segundo a aparência, mas um julgamento justo, baseado no exercício de perceber as diferenças e fazer a classificação. E assim que o Juiz de toda a terra julga. Qual é o verdadeiro significado das imagens notáveis do exemplo do cisco e da trave?

1.  Cisco. Temos aqui uma peque­na lasca, um pequenino pedaço da trave, um minúsculo objeto. Ellicott comenta que o substantivo grego tra­duzido aqui significa um "talo" ou "renovo" e não uma partícula de po­eira voando pelo ar, que nos vêm à mente quando pensamos na palavra "cisco". Uma ilustração como essa era familiar aos judeus e encontra-se nos provérbios e sátiras de todos os professores da nação sobre estar pronto, quando se trata de ver as faltas dos outros; e estar cego aos seus próprios defeitos. As falhas pes­soais merecem a atenção perspicaz e cuidadosa que nunca lhes damos. Robert Burns apresentou uma ver­dade preciosa nestes versos: Oh! que Poder nos foi dado, De ver-nos como os outros nos vêem!

2. Trave. Esse termo significa um pedaço grande de madeira, como se fosse uma parte de um tronco de ár­vore que dificilmente caberia dentro da cabeça de alguém, muito menos no olho. Se um cisco, por ser tão pe­queno, a ponto de não ser visto, faz a pessoa sofrer, uma trave no olho torna-se algo quase grotesco, por causa de seu tamanho. O que é a tra­ve! O dr. Campbell Morgan diz que "não é um pecado vulgar. A pessoa culpada de um grande pecado nun­ca critica quem tenha cometido uma pequena transgressão". O homem pode ver um cisco no olho do irmão, algo errado na vida dele que não de­veria estar ali. Porém, não deve ser cego a ponto de não enxergar a tra­ve que está em seu olho, uma falha ainda maior do que aquela que ele observa na vida do irmão.

Nosso Senhor nos adverte seria­mente do grande defeito de sermos acusadores, o que é muitas vezes encarado mais como deficiência do que pecado. O pecado do espírito é pior do que o da carne. 

"Não há ou­tro pecado tão explosivo, tão destrutivo, tão condenado, quanto o espírito que exerce um julgamento com atitude de recriminação sobre outra pessoa [...] A recriminação presta atenção ao cisco e critica o ir­mão. Essa recriminação é uma tra­ve que cega o homem." 

Se nos apro­ximamos de um irmão que tem um cisco no olho com amor e não no es­pírito de condenação e censura, Deus vai-nos julgar da mesma maneira. Podemos concluir o seguinte com base no ensino do Senhor:

1. Os que encontram defeitos nos outros sempre têm as mesmas falhas que reprovam. "Você sempre pode conhecer as fraquezas de alguém por aquilo que essa pessoa detesta [...] A vespa reclama das picadas das ou­tras pessoas [...] O seu defeito pode ter uma aparência diferente da fal­ta de quem o ofende, mas essencial­mente você possui os defeitos pelos quais tem antipatia."

2. Os que encontram defeitos nos outros podem ter as falhas que reprovam em maior escala do que o seu próximo. Essa forma de encontrar defeitos normalmente é evidenciada por hipocrisia, ao afirmarmos que somos livres dos defeitos que, de modo geral ou específico, apontamos nos outros. Os que pensam assim devem tomar as devidas providênci­as para curar as suas falhas, em vez de tentar sarar as dos outros.

3. Jamais julguemos, a não ser que seja nosso dever fazê-lo; e, se o fizermos, devemos condenar a ofen­sa, não o ofendido; pois devemos li­mitar o nosso julgamento ao lado terreno da falha cometida, não in­terferirmos no relacionamento da pessoa com Deus, que enxerga o co­ração e sabe tudo sobre a ignorância e as enfermidades que podem redu­zir o peso da culpa dos pecados das pessoas. 

Se tivermos de corrigir al­guém, que não seja com reprovação áspera, mas pelo exemplo de humil­dade, amor e oração. "O céu é o mun­do do amor", diz Glover, "e o amor se harmoniza com ele, sendo dele a es­sência. A aspereza destituída de amor é mais apropriada para a he­rança da perdição. Cultive o caráter que se sentiria em casa, se estivesse no céu".


Pastor Gil Corrêa
Diretor, escritor e pesquisador
Ministério Adonai
O Portal do Saber.
08/2014.