domingo, 20 de maio de 2012

Álcool e Cigarro Podem Levar ao Uso de Outras Substâncias

Bebidas alcoólicas e cigarro podem levar ao uso de outras substâncias

Segundo a ONU, Brasil é o terceiro país da América Latina com o maior número de jovens que consomem álcool.

É comum todo adolescente ter curiosidade de conhecer novidades. É exatamente esse desejo que leva os jovens a embarcarem em um universo muitas vezes perigoso. O alcoolismo e tabagismo é um deles, que em excesso pode ocasionar vícios gravíssimos.

Um estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em comparação com os países da América Latina, o Brasil aparece em terceiro lugar no consumo de álcool entre os adolescentes. 

A pesquisa foi feita com estudantes do Ensino Médio e incluiu 347.771 meninos e meninas, de 14 a 17 anos, do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Peru, Uruguai, Colômbia e Paraguai. Entre os brasileiros, 48% admitiram consumir álcool.

Os adolescentes passam por mudanças significativas na vida, por exemplo, a transição para vida adulta. É nessa fase que os pais têm um papel importante para ajudar os jovens a terem limites em suas atitudes e vontades. Muitas vezes o álcool e o tabaco são a porta de entrada para outros tipos de substâncias. 

De acordo com Ana Cristina de Melo e Souza, psicóloga e Secretária da ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras drogas), o adolescente fica propenso a usar outras drogas devido a facilidade em encontrar essas substâncias.

“Os pais estão menos presentes na vida de seus filhos e quando o jovem já não tem um limite dentro de casa, ele acaba perdendo a noção do certo e errado.  

Quando ele bebe e fuma, automaticamente, ele aumenta sua censura e daí em diante ele já não sabe seus limites e pode vir a consumir outros tipos de substâncias, como a droga”, conta a psicóloga.

É exatamente esse limite que a auxiliar de administração Ana Cláudia do Nascimento tenta passar a seu filho. O estudante Renan de 15 anos, filho de Ana Cláudia, ainda não experimentou nenhum tipo de bebida alcoólica ou cigarro. 

“Nunca bebi nada que tenha álcool. Curiosidade eu tenho, mas além da minha mãe pegar muito no meu pé eu não sinto a necessidade de ser agora” afirma o jovem.

Já a auxiliar diz que essa curiosidade é normal, mas não tem como os pais não sentirem medo da liberdade que os filhos vão adquirindo com o tempo.  

“Não dá para proibi-los de beber ou fumar. O que nós pais podemos fazer é conversar muito com nossos filhos e orientá-los dos perigos que a bebida e o cigarro podem trazer para a saúde”, explica.

Os benefícios da prática de atividades físicas

A prática regular de exercícios físicos é acompanhada por benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

A inserção em ambientes educativos como a prática de esportes também é uma das sugestões da psicóloga Ana Cristina para manter os jovens longe do álcool e tabaco.  

“Além de ser ótimo para a saúde dos adolescentes, o esporte faz com que o jovem mantenha uma disciplina tanto na atividade, quando na vida social.  

Já que quem prática atividades esportivas não pode beber ou fumar com frequência, por atrapalhar o rendimento do atleta, sendo ele profissional ou não”, salienta a psicóloga.

Fonte: O Estado RJ

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Nova Droga Que Transforma Viciados em Zumbis

Apocalipse Zumbi pode se tornar real: "Krokodil"

Vários leitores me deram a mesma dica de post sobre uma droga russa que está transformando viciados em (quase literalmente) zumbis. Não, este não é um eufemismo para pessoas que resolvem passar o resto da vida “fora do ar”, mas sim quase uma literalidade. Os viciados em Krokodil estão literalmente se desmanchando! Olha que bizarro:

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AVISO: Daqui em diante as coisas ficarão mais nauseabundas, então, se você não curte ver nojeira, saia deste post e vá para o blog dos bichinhos mais fofinhos do mundo. Além das imagens terríveis de pessoas tornando-se verdadeiras zumbis, existem também dois vídeos que são inacreditáveis! Veja:

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Eu avisei! Antes dos leitores me indicarem este post, eu já tinha lido sobre isso num forum de zumbis, e confesso, duvidei. Achei que era mais um lance tipo daqueles posts de primeiro de abril ou coisa de sites como o The onion, que só tem compromisso com a confusão, afinal, não é todo dia que se vê uma droga que ao invés de ser consumida pelo viciado, consome ele.

Esta tal droga krokodil é muito barata, e talvez por isso vem sendo consumida por um número cada vez maior de pessoas pobres, trazendo consigo seus efeitos colaterais bizarros. 

Essa tal de krokodil que (dãããã) significa crocodilo, surgiu no submundo como uma alternativa ao uso da heroína. A maioria dos caras que aderem ao krokodil já estão bemcavucados pelo uso contínuo da heroína e também de metaanfetaminas. Daí que para um viciado em estado decrépito se transformar num zumbi, com as carnes apodrecendo e caindo, é só um pulinho.

Mas por que esta droga tem nome de bicho? A explicação, é que uma das principais decorrências do uso da droga é que a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, lembrando a pele de um crocodilo. 

O princípio ativo da droga é a desomorfina, um opióide 8 a 10 vezes mais potente que a morfina de uso hospitalar. O krokodil, é fabricado em laboratórios caseiros tão higiênicos como banheiro de bar. As doses são feitas a partir da codeína, um analgésico opióide que pode ser comprado em qualquer farmácia russa sem receita médica.

O sujeito que sintetiza a droga usa uma série de produtos como gasolina, solvente de pintura, ácido hidroclorídrico, iodo e até fósforo vermelho, que é obtido raspando as laterais das caixas de fósforo comuns, além, é claro, dos comprimidos de codeína.

O doidão mistura esta merda toda numa panela e realiza procedimentos para potencializar o bagulho. Depois, acredite se quiser, ele enche uma seringa e injeta esta merda direto na veia do pescoço. 

A consequência de se colocar tantos produtos químicos na veia é a irritação da pele, que com pouco tempo passa a ter uma aparência escamosa. Não demora, a área onde o krokodil é normalmente injetado já começa a gangrenar, depois a pele começa a cair até expor os músculos e ossos.

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Graças a popularização do krokodil, os casos de viciados precisando de amputação se tornaram cada vez mais comuns na Russia e em boa parte da Europa Oriental. 

Um dos maiores entraves para conter o uso desta droga está na pouca ajuda que o governo dá a centros de reabilitação e na grande facilidade na produção, afinal basta uma cozinha e o conhecimento de como se “cozinhar” o produto, que é feito com uma série de componentes quase sempre ao alcance da mão. 

E como ele é mais barato que a heroína, muitos vicados recorrem ao krokodil quando já não podem mais pagar por ela. O problema é que enquanto poderíamos comparar a viagem de heroína como um vôo transoceânico, deixando o viciado várias horas fora do ar, o Krokodil é como vôo de galinha, o maluco em menos de duas horas já tá ligadão, desesperado para viajar de novo. 

Na verdade, segundo algumas fontes que pesquisei, o processo de preparação da droga leva mais tempo do que a viagem que ela proporciona, o que faz com que os viciados nisso precisem fazer grandes quantidades e ficar praticamente se picando contínuamente, até num esquema de revezamento, com uns viajando e outros preparando.

Isso explica que em alguns guetos, a polícia tenha encontrado um monte de gente morta com aparência de zumbi. Os caras literalmente vão desmanchando.

Enquanto é fácil entrar na lista dependentes, largar o krokodil é tarefa extremamente difícil, já que a desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês. Some isso com a facilidade em conseguir uma nova dose, e estaremos diante de um dos mais horríveis problemas de saúde pública das próximas décadas.

A dependência nisso leva a sequelas físicas e mentais que podem ficar para sempre.

Especialistas em saúde pública na Russia estimam que há cerca de 100.000 usuários da droga literalmente emburacando nela, e este numero tende a aumentar. Muitos deles tomando até 5 doses ao dia. A expectativa de vida de um viciado é: Na melhor das hipóteses, 12 meses.

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Quando a droga é retirada a dor aparece, e o viciado corre para outra dose na tentativa de aliviá-la. No Youtube tem uns videos falando do problema: É só entrar no Youtube e digitar na busca - Krokodil. Você verá na íntegra as cenas chocantes das vítimas do Krokodil Drug.

Por Gil Corrêa.
 



quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Papel da Família na Relação com o Dependente Químico

 
Na obra Contrato Social, Jean Jacques Rousseau afirma que a família é a primeira e mais antiga organização a que o indivíduo pertence. E por isso, os elos mais fortes são entre os membros familiares. Assim, uma doença que acomete a uma das pessoas do núcleo familiar pode mexer com a estrutura de todos eles.

A dependência química pode se encaixar perfeitamente neste caso. É por isso que muitas vezes surgem dúvidas sobre como proceder quando se descobre o uso de drogas por alguém.

O jornal O Regional publicou uma entrevista com uma psicóloga que aborda a questão família x dependência química, ressaltando aspectos importantes para a reabilitação do paciente e a estruturação familiar.

Confira trechos da entrevista publicada no jornal O Regional.

Conivência dos Pais Ajuda a Agravar Consumo de Álcool por Adolescentes

Conivência dos pais ajuda a agravar consumo de álcool por adolescentes

O estado de São Paulo endureceu o combate ao álcool na infância e na juventude. Em novembro de 2011, entrou em vigor uma lei que prevê punições administrativas, além das sanções penais aos comerciantes que venderem, oferecerem ou permitirem o consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade no interior de seus estabelecimentos.

A lei será aplicada mesmo se o adolescente estiver na companhia de seus pais ou de um responsável maior de idade.

Para burlar a lei, adolescentes passaram a cometer uma infração ainda mais grave: falsificar a carteira de identidade. Não se trata mais, como no passado, de colocar com caneta preta um outro número no documento. A falsificação é para valer. É feita no programa Paint, disponível para qualquer computador. Há até mesmo um tutorial no YouTube, com mais de 50 mil acessos, em que parte da falsificação é mostrada.

O que mais surpreende é que muitos adolescentes falsificam a carteira de identidade com a anuência dos pais. Profissional bem-sucedida, A. ajudou seu filho M., de 17 anos, a falsificar seu RG. Ela aceitou mostrar ao jornal O Globo como se faz.

Em cinco minutos, foi falsificada a data de nascimento de uma carteira de identidade. O documento, a seguir, foi destruído, já que falsificar documento é crime, com pena prevista de dois a seis anos de prisão.

- Faltavam apenas dois meses para ele fazer 18 anos. Ele queria muito ir naquela balada – justifica A., acrescentando que o filho já fez 18 anos e rasgou o documento falso.

M. afirma que aprendeu com colegas como falsificar:

- Isso não é novidade. Muita gente faz.

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 5.226 alunos de 37 escolas privadas de São Paulo, divulgada em 2010, mostrou que 40% dos estudantes haviam bebido no mês anterior à pesquisa.

Os estudantes disseram ter começado a consumir bebida alcoólica com 12,5 anos, e 46% afirmaram que beberam pela primeira vez em casa. A bebida foi oferecida por familiares (46%) ou amigos (28%). Apenas 21% disseram ter tomado a iniciativa de buscar a bebida.

Fonte: O Globo

Planos de Saúde Cobrem Tratamento da Dependência Química

 
Você sabia que convênios devem cobrir tratamento da dependência química? Pois devem, é um direito do cliente. E o que é mais importante, não precisa estar restrito aos 30 dias de tratamento, como comumente era divulgado, mas sim abrangendo até o período total do atendimento.

A lei que inclui procedimentos psiquiátricos, inclusive para dependentes químicos, como passíveis de coberturas em planos de saúde é de 1998 (Lei 9.656). Demorou mais de 10 anos para pegar, mas agora parece estar sendo cumprida como deve.

A cobertura de planos de saúde para tratamento de dependência química pode ser feita inclusive para casos de internação. Uma vez que o tempo de internação é determinado por laudo do médico psiquiatra, isso faz com que os convênios cubram além dos 30 dias – como erroneamente era feito, obrigando a uma alta-administrativa -, abrangendo todo tratamento, de maneira integral, a depender da apólice estabelecida pelo cliente e a administradora do plano em questão.

A cobertura de planos de saúde para tratamento de dependência química pode ser feita inclusive para casos de internação.

De acordo com juristas renomados, é um direito do cidadão que não pode ser negado:

“Se o plano de saúde oferece em sua rede de conveniados centros de tratamento especializados ou reconhecidamente eficazes na lida com esta enfermidade, devem autorizar e custear a internação do paciente ali pelo período que for necessário, de acordo com a prescrição médica. Já se não tiverem um centro credenciado nessas condições, o segurado pode exigir que autorizem a internação em outro centro indicado pela equipe médica responsável.“

O importante, nesses casos, é o consumidor saber que tem o direito de exigir tratamento eficiente e eficaz para aquelas doenças que possuem cobertura em contrato, pois, afinal, trata-se de um contrato que visa a manutenção da saúde, não sendo suficientes ou aceitáveis medidas paliativas.”

Convênios da Clínica Viva

A Clínica Viva mantém convênios. O mais recente acordo firmado é com a Gama Saúde.

Cocaína Envelhece o Cérebro

 
Uma pesquisa publicada no periódico Molecular Psychiatry indica que o consumo frequente de cocaína faz com que seu cérebro envelheça de forma extremamente rápida. Segundo os cientistas responsáveis, a perda de massa cinzenta ocorre em ritmo mais acelerado do que o normal em quem é dependente da droga.

O estudo avaliou um total de 120 pessoas — 60 das quais tinham o costume de utilizar a substância. Exames revelaram que quem consome o tóxico perde um volume médio de 3,08 mililitros de cérebro por ano, o dobro da quantidade daqueles que não usavam qualquer espécie de droga. A maior parte das perdas ocorria nos córtex pré-frontal e temporal, zonas responsáveis por controlar aspectos como atenção, capacidade de tomar decisões, autocontrole e memória.

A perda de massa cinzenta ocorre em ritmo mais acelerado do que o normal em quem é dependente da droga.

“Conforme envelhecemos, todos perdem matéria cinzenta”, afirma a Dra. Karen Ersche, da Universidade de Cambridge. “Porém, o que vemos é que usuários crônicos de cocaína perdem matéria cinzenta em um ritmo muito maior, o que dá sinais de envelhecimento prematuro.

Nossas descobertas oferecem novas informações sobre o motivo pelo quais déficits cognitivos vistos em idades avançadas também costumam ser observados em pessoas de meia idade que costumam usar a droga”, complementa.

Segundo o site Motherboard, levantamentos das Nações Unidas mostram que há cerca de 21 milhões de usuários de cocaína espalhados pelo mundo — desses, uma fatia de 1% é dependente da droga.

Isso pode resultar em um problema grave no futuro, já que muitas pessoas em idade produtiva seriam incapazes de fazer qualquer atividade devido ao envelhecimento precoce de seus cérebros.

Fonte: Portal Tecmundo

A Doença do Alcoolismo

Doença do alcoolismo

No ano passado, o jornal Bom Dia mostrou, em reportagem especial, que o consumo de álcool entre as pessoas que estão na terceira idade cresceu assustadoramente nos últimos anos. Uma pesquisa apontava que o abuso do álcool estava presente em todas as classes econômicas, não apenas em idosos pertencentes a camadas mais pobres.

Além dos males clínicos à saúde, o alcoolismo também provoca graves problemas sociais, de relacionamento com a família e com os amigos. E, nos idosos, as consequências do uso em excesso de bebida alcoólica são ainda maiores, já que aumenta o risco de quedas, traz desnutrição, provoca o aumento da pressão arterial e ainda pode desencadear uma série de doenças cardiovasculares.

Isso sem falar que pessoas da terceira idade, geralmente, fazem uso de medicamentos – e a mistura desses remédios com o álcool pode ser altamente prejudicial ao organismo.

Nesta semana o jornal trouxe uma constatação ainda mais perigosa: Cada vez mais as mulheres estão abusando das bebidas alcoólicas. Se, há 15 anos, a proporção era de consumo de álcool era de uma mulher para cada cinco homens, hoje, segundo pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, é de uma mulher para cada 1,2 homens. Nos Alcoólicos Anônimos de Bauru, por exemplo, elas já representam 30% do grupo.

E tem mais um dado, no mínimo, preocupante, revelado por esta pesquisa. Se, no universo masculino, quanto menor o grau de instrução, maior o risco de cair no alcoolismo, entre as mulheres ocorre o inverso: quanto mais estudadas, mais as meninas têm tendência a beber.

O problema é claro: o metabolismo do álcool nas mulheres, segundo o médico Dráuzio Varella, não é igual ao dos homens. Isso significa que se for administrada, para dois indivíduos de sexos opostos, a mesma dose ajustada de acordo com o peso corpóreo, a mulher apresentará níveis alcoólicos mais elevados no sangue.

O problema do alcoolismo é um problema social, de saúde pública, e deveria receber uma atenção especial de todos. Não se trata mais de um problema esporádico, que ocorre longe, nos botecos mais escondidos da cidade, apenas com pessoas de classes sociais mais baixas, que não têm oportunidades de uma vida melhor.

Este é um mal que não faz mais distinção de idade, sexo ou poder aquisitivo. Acontece ali, ao seu lado, muitas vezes dentro da nossa própria casa, e precisa ser combatido por todos, com conversa, esclarecimentos e ajuda profissional. Não dá para deixar que só campanhas educativas mudem esse panorama.

Fonte: Jornal Bom Dia

Consumo de Álcool Precoce em Meninas

Consumo de álcool é mais precoce em meninas

Uma nova pesquisa foi realizada novamente na cidade de Botucatu, mas desta vez a Faculdade de Medicina (FM) da USP buscou saber a quantas anda o consumo de álcool entre adolescentes. E o estudo trouxe um resultado surpreendente quanto às meninas adolescentes.

O consumo de bebidas alcoólicas é mais precoce entre mulheres do que entre homens e isto, somado à pouca maturidade das adolescentes, pode favorecer o comportamentos de risco, como a prática de sexo sem proteção. A conclusão é de uma pesquisa da Faculdade de Medicina (FM) da USP do Campus de Botucatu.

Além da precocidade, o levantamento indicou que as estudantes do sexo feminino apresentaram maior propensão para o comportamento de beber com embriaguez.

O termo é usado para definir um consumo igual ou até maior a 5 doses em uma ocasião para homens e maior ou superior a 4 doses para mulheres. Nesse caso, uma dose equivale a 50 ml de destilado com teor alcoólico de 40%; 350 ml de cerveja (teor alcoólico de 4-5%) e 150 ml de vinho a 12,5% de álcool.

Os jovens são os que apresentam maiores riscos em relação ao consumo do álcool, com consequências negativas diversas como problemas nos estudos, problemas sociais, práticas de sexo sem proteção, maior risco de suicídio, homicídio e acidentes, frisa a assistente social Priscila Lopes Pereira, autora do estudo, que é sua dissertação de mestrado na FM. Ela teve a orientação da psiquiatra Florence Kerr-Corrêa, professora da mesma unidade.

O padrão de consumo, segundo o sexo, vem sendo objeto de discussão em estudos envolvendo a epidemiologia do alcoolismo. Há de se salientar as conquistas femininas nas últimas décadas, entre elas, além da independência financeira, as adolescentes passaram a ter mais liberdade para frequentar locais onde são consumidas bebidas alcoólicas antes restritas aos homens, explica Priscila.

Além disso, as mulheres que bebem regularmente desenvolvem uma série de doenças graves mais rapidamente que os homens, tais como: fígado gorduroso, hipertensão, anemia, desnutrição, hemorragia gastrintestinal e úlcera péptica, ressalta a autora, que acrescenta: é necessário estabelecer uma política clara de orientação sobre o uso de álcool para os estudantes, bem como programas de prevenção.

Influência dos amigos

O álcool é a droga lícita mais consumida no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda de acordo com a OMS, a substância é a droga de escolha entre crianças e adolescentes estima-se que o uso dessa droga tenha início (aos) entre 10 (ou) a 12 anos. Estudos anteriores encontrados na literatura científica mostravam que os homens bebem mais que as mulheres em todas as faixas etárias e que jovens consomem mais álcool do que idosos.

O estudo realizado pela Unesp apontou a influência de amigos que bebam ou fiquem embriagados uma vez por semana como cruciais para o estímulo do consumo entre os jovens. A pesquisa indicou, ainda, outros fatores que também são facilitadores, embora menos significativos: pertencer a uma classe social mais alta; estudar em escola pública e não ter prática religiosa.

Para a pesquisadora, esse contato precoce com o álcool requer atenção maior não somente por parte da família, mas da sociedade. O comportamento pode provocar situações de violência sexual, início precoce da vida sexual, propensão a contrair doenças sexualmente transmissíveis e gerar uma gravidez indesejada.

Saiba mais a respeito do assunto e como se deu esse resultado lendo a matéria na íntegra no Portal RAC.

Com informações do Portal RAC.

Descoberto Mecanismo no Cérebro Ligado à Dependência Química

 
Estudo publicado na revista especializada Nature Neuroscience sugere que algumas conexões cerebrais até então desconhecidas aumentam as chances de os adolescentes se tornarem dependentes de drogas e bebidas alcoólicas.

A descoberta responde a um antigo questionamento dos médicos, que não conseguiam determinar padrões verificados no cérebro de usuários de drogas era provocada pelo hábito ou era uma condição preexistente. Para chegar à conclusão, foram submetidos a exames de imagem 1896 jovens com 14 anos.

O problema é causado por uma diminuição das atividades dos neurônios da região do cérebro chamada de córtex pré-frontal, relacionada diretamente a tomada de decisões. A diferença no funcionamento faz com que os indivíduos se tornem mais impulsivos. Os cientistas creem que o achado poderá ajudar a estabelecer estratégias para o combate às drogas.
Conexões cerebrais até então desconhecidas aumentam as chances de os adolescentes se tornarem dependentes de drogas e bebidas alcoólicas.
“A dependência de entorpecentes é um dos maiores problemas do mundo ocidental. Entender estas redes cerebrais poderá ter grandes implicações para a saúde pública”, comemora o professor do departamento de psiquiatra da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, Hugh Garavan, um dos responsáveis pelo estudo.

O trabalho afastou ainda a existência de relação entre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e o uso de entorpecentes. Embora a doença também esteja associada a um déficit no sistema de controle inibitório, os problemas não ocorrem nas mesmas redes neurais diferentes. Ultimamente, houve grande debate em torno do tema.

Levantamento realizado em 2005 pelo Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (OBID) estima que pouco mais de 22% dos brasileiros tenham usado substâncias psicotrópicas em algum momento da vida. A maior preocupação das autoridades no momento é em relação ao aumento do consumo de crack, que provoca, em um curto período de tempo, efeitos devastadores no organismo.

Fonte: Correio Braziliense

O Psedo Uso Terapêutico da Maconha

 
O terapeuta e diretor da clínica ambulatorial de Goiânia, que compõe a rede da Clínica Terapêutica Viva, José Norberto Fiuza escreveu um artigo a respeito do debate da Câmara Federal sobre o uso terapêutico da maconha, que o especialista cita como pseudo uso. Leia-o a seguir.

Em que se fundamenta realmente esta proposta e a quais interesses estão por trás do debate da Câmara Federal?

Primeiramente, é importante tornar público que o Brasil é signatário do tratado internacional que proíbe o uso da maconha para fins terapêuticos. Este tratado não foi assinado por centenas de países sem que haja um motivo cientificamente comprovado de que os malefícios são muito maiores que os “pseudo-benefícios”.

De longa data, existe disponível no mercado farmacêutico, medicações que atendem com plena eficácia os fins para os quais o “pseudo uso terapêutico” da maconha esta sendo proposto.

Não existe nenhuma doença ou sintoma que não tenha uma resposta farmacológica efetiva e que realmente necessitem do uso da maconha!

Enquanto o Ministério da Saúde, através da Vigilância Sanitária, luta pela proibição do uso de diversas drogas, como: anfetamina, sibutramina, femproporex, entre outras tantas; que fizeram com que milhões de brasileiros se tornassem dependentes, a Câmara Federal, através de nossos representantes, está usando nosso dinheiro para debater uma questão que está totalmente oposta ao que seria sua atribuição. O “pseudo uso terapêutico” da maconha, uma substância psicoativa, que comprovadamente gera dependência, podendo desencadear transtornos mentais e de comportamento, extremamente graves.

Atualmente, o Brasil é o maior consumidor de anfetamina e similares em todo o mundo, que também foram criadas com fins terapêuticos e já estão proibidas em muitos países.

No CID (Código Internacional de Doenças) o cannabismo ou o uso de maconha, é classificado como “Transtorno Mental e de Comportamento” e é considerado uma doença com sintomatologias orgânicas, emocionais, psíquicas e comportamentais graves.

A cocaína teve a mesma aparição na humanidade, “fins terapêuticos”. A substância ativa da planta Erythroxylon Coca foi isolada em 1859, por Albert Niemann e foi na década de 1880 que a cocaína pura começou a ser produzida e comercializada. Como anestésico, começou a ser muito prestigiada pela sua eficiência na oftalmologia, que havia tempos procurava um bom anestésico local para realizar cirurgias com os pacientes conscientes. Os sucessos obtidos logo corriam pelo mundo.
No CID o uso de maconha, é classificado como “Transtorno Mental e de Comportamento” e é considerado uma doença.
Os militares começaram a tomar interesse pela cocaína e em 1883, Theodor Aschenbrandt, um médico alemão, testou a cocaína em alguns membros do exército bávaro e observou que sua resistência aumentava. Dessa maneira, crescia ainda mais a popularidade da cocaína.

O famoso neurologista Sigmund Freud era pago por empresas de remédios para estudar e divulgar os benefícios da cocaína e assim, em 1884 escreveu “Über Coca”, onde concluía seus estudos sobre a cocaína, onde dizia que ela podia ser usada como um estimulante mental, para tratar de problemas digestivos, para aumentar o apetite, como afrodisíaco, para tratar asma, como um anestésico local e para ajudar os dependentes de álcool e morfina a se livrarem do vício.

A última reivindicação de Freud causou controvérsia e atualmente o seu uso não é mais recomendado, pois causa tanta dependência quanto à morfina.

Na década de 1880 foi descoberta a potência da cocaína quando injetada e essa forma de uso se popularizou. O primeiro cartel da cocaína, o Sindicato dos Fabricantes de Cocaína, foi formado em 1910, em Amsterdã, por grandes empresas de remédios.

Atualmente, a cocaína, mesmo que ilícita, faz parte da economia mundial e o que é produzido nos laboratórios clandestinos movimenta muito dinheiro pelo mundo todo. O ser humano, em nome da ciência, repete a sua história e padrão comportamental de auto destruição, com a receptividade e conivência de cientistas e legisladores.

Como pode? Pessoas que se dizem representantes da ciência, do povo, se prestarem a este desserviço ao nosso país e aos brasileiros. Eles deveriam nos proteger e lutar para que tivéssemos acesso à saúde e não a drogas que gerem doenças!

Onde estão realmente fundamentadas estas propostas? Até onde vai o poder e o Lobby das Indústrias Farmacêuticas, que movimentam trilhões de dólares, adoecendo seres humanos em nome da cura?

Se tiveram, naquela época, o poder de comprar pesquisas de Freud, imaginem hoje o quanto ou quantos podem comprar?

Artigo de José Norberto Fiuza – Terapeuta com aproximadamente 30 anos de experiência e diretor da clínica ambulatorial de Goiânia da Clínica Terapêutica Viva.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ecstasy e Drogas Sintéticas

Ecstasy e Drogas Sintéticas

"As pessoas consomem pastilhas, shoots, coca, qualquer coisa, para se afirmarem como pessoas independentes, quando começam a sair sem os pais... Banalização porque cada vez há mais oferta e drogas diferentes e cada vez há mais pessoas a consumir de uma forma cada vez mais banalizada. Nas festas encontram-se crianças – porque são – de 12/13 anos que já abusam... Trata-se de um conjunto de práticas tóxicas que se traduzem em actividades que visam possibilitar os meios para alterar os estados de consciência e de humor. Estes meios passam pelas pastilhas de ecstasy, mas também pela conjugação de outras substâncias (policonsumos): cocktails de medicamentos com ou sem bebidas alcoólicas. Apenas uma parte dos consumidores não combina substâncias. Mas (como diz um dos entrevistados), nestas práticas o que importa é "encher a cabeça"!"
 
in O Universo do Ecstasy, Susana Henriques


Por todo o mundo, e em Portugal, tem-se registado um crescimento alarmante da popularidade e consumo das denominadas drogas sintéticas como Ecstasy (MDMA), GHB, Ketamina ou LSD, intimamente ligadas a bares/discotecas, raves, transes, com um objectivo claramente recreativo e de diversão. Resultando a sua composição da investigação laboratorial (logo, sintética), estas substâncias são encaradas como facilitadoras da comunicação, assumindo um papel determinante na interacção desenvolvida naqueles espaços e que se pretende prolongar para além da duração dos efeitos dos consumos.

Ainda que consumidas predominantemente em contextos recreativos, tendem a extravasar para o quotidiano como forma de ultrapassar experiências negativas (medo, sofrimento, dúvida) e desencadear emoções positivas (prazer, euforia, diversão). O carácter voluntário dos consumos, assente na busca de um estado mais elevado de bem-estar consigo e com os outros, parece ser reforçado pela ausência de síndromes de abstinência.

O facto de estarem associadas a cenários de lazer liga-se com um elemento essencial, a música que, através das acções psicotrópicas das substâncias ingeridas, pode ampliar ou reduzir os efeitos ao nível da expressão, motricidade, sentidos e afectividade. Como afirma Pedro Abrunhosa, no prefácio ao livro "O Universo do Ecstasy", de Susana Henriques, "A House, Trance, Dub, e, de uma maneira geral, a nova música para pista, estão fortemente conectadas ao consumo de "rodelas". (...) Desta conjugação entre som, batida, ritmo, frequência, repetição, resulta um encantamento tão bem explorado quanto sublinhado pelo consumo de ecstasy, que parece prolongar e aumentar tal efeito."

O Ecstasy, cientificamente denominado MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), é uma substância química pertencente à família das anfetaminas que tem propriedades estimulantes e alucinogénicas. Foi inicialmente sintetizado na Alemanha em 1912 como supressor do apetite, mas tendo sido demonstrado que as alterações do estado de consciência não eram facilmente controladas, passou a ser considerada uma droga poderosa e perigosa e o seu uso terapêutico proibido.

É comercializado sob a forma de comprimido ou cápsula, geralmente com um símbolo gravado, sendo conhecida entre outras por E, XTC, Adão e Eva, Pastilha. A sua composição deveria conter MDMA, MDA ou MDEA, mas pode conter outras substâncias como anfetaminas, LSD, 2-CB, cafeína, efedrina, ketamina, estrictina, atropina, 4-MTA, DXM, sendo este corte que gera as variações de efeitos e reacções colaterais inesperadas. 

A sua administração é feita geralmente por via oral, surgindo os seus efeitos no espaço de minutos a meia hora, permanecendo durante cinco horas e os efeitos residuais por vários dias. Os seus efeitos tóxicos incluem euforia, sensação de espiritualização e intimidade, subida da tensão arterial, da frequência cardíaca e de suores. Entre outros problemas graves associados, tem ainda o perigo potencial de poder provocar alterações de longa duração (de a mais de 6 meses) no funcionamento das células nervosas ricas em serotonina.

Efeitos predominantes

Como qualquer estimulante, funcionando em parte pela libertação ou bloqueio da recaptação de neurotransmissores (substâncias químicas que estimulam os neurónios vizinhos) como a dopamina das células nervosas; produzindo ainda efeitos noutros neurotransmissores como a serotonina. Da combinação destas modificações geram-se alterações no metabolismo cerebral e no fluxo sanguíneo, associando-se a sensações de estimulação intensa e euforia.

Os seus efeitos produzem-se no SNC, nos nervos periféricos e no sistema cardiovascular, provocando euforia, diminuição de fadiga e de necessidade de dormir, pode aumentar o desejo sexual, reduzir o apetite; se as doses mais baixas tendem a melhorar a performance motora, as doses mais elevadas geram um défice com fortes tremores e mesmo convulsões; provocam ainda náuseas, vómitos, pupilas dilatadas e aumento da temperatura, arritmias, depressão e outras perturbações neurológicas.

Mas porque estas drogas sintéticas também são alucinogénicas, estas substâncias provocam adicionalmente outros efeitos tais como: aumento da consciência dos estímulos sensoriais, sensação subjectiva de intensificação da actividade mental, alteração das imagens corporais, menor distinção entre si mesmo e o que o rodeia, apura os sentimentos de empatia, rubor facial, aumento da tensão arterial, da glicemia e da temperatura, e se em excesso colapso cardiovascular e convulsões.

As pesquisas apontam ainda para os graves problemas de saúde ou mesmo morte, perigosidade essa que aumenta em associação com o consumo de álcool. Uma das consequências mais graves regista-se a nível comportamental e cerebral, provocando danos a nível da serotonina, um neurotransmissor que desempenha um papel da regulação da emoção, memória, sono, dor e outros processos cognitivos. 

Por outro lado, dado a sua maioria não possuir cor, sabor ou odor, estas drogas podem ser colocadas em bebidas por indivíduos que queiram intoxicar outros, constituindo um perigo e causa de violações, gravidez em idades precoces e transmissão de doenças infecciosas como HIV/SIDA.

Vejamos, por último, alguns dos efeitos relativos a cada uma destas drogas sintéticas psicotrópicas. O Ecstasy, em doses elevadas, pode afectar a capacidade de regulação de temperatura do organismo, levando a uma subida brusca da temperatura corporal (hipertermia), e podendo resultar em colapso sistémico hepático, renal e cardiovascular; alterações das funções cerebrais, afectando as actividade cognitiva e a memória; assim como sintomas depressivos vários dias depois de se usar.

O GHB é essencialmente um depressor do sistema nervoso central, usado pelos seus efeitos euforizantes, sedativos e anabolizantes, podendo a sua ingestão ocasionar paralisia e coma, tendo ficado conhecido como "a droga para violar namoradas" e associado a casos de envenenamento, overdose, violação e morte.

A Ketamina é um anestésico, usado principalmente em veterinária, podendo causar estados oníricos e alucinações; em doses elevadas pode causar delírio, amnésia, redução das funções motoras, hipertensão arterial, depressão e problemas respiratórios eventualmente mortais.

O Rohypnol é o nome comercial do flunitrazepan, quimicamente uma benzodiazepina que, em associação com o álcool, pode causar a morte ou paralisias; pode igualmente tornar uma vítima incapaz de se opor a um ataque sexual; assim como causar amnésia de fixação, isto é, dificuldade ou incapacidade de memorizar factos posteriores à ingestão da substância.

Utilização clínica

Estas substâncias não têm utilização clínica comprovada, em que os benefícios ultrapassem os seus perigos.

Pais e Mães, em caso de dúvidas se o teu filho usa ou não qualquer tipo de drogas, faça o teste do cabelo. Para maiores informações, acesse:
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Fique alerta! Cuide dos seus enquanto é tempo.







sexta-feira, 20 de abril de 2012

Orgasmo Feminino Chega Mais Rápido Com Masturbação

Conversar claramente com o parceiro e apostar nas preliminares também ajudam.


Na hora da relação sexual, atingir o orgasmo ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais.

Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais acarreta problemas é o lado psicológico da mulher.

"A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica.
 
A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez se caracteriza quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual.

"Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal", diz o ginecologista.

Chegando lá

Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. "As mulheres, em geral, apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico", explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano.

"Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino", diz ele. "Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade", diz ele. Mas não é só isso.
Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer.

"Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então, resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu", diz.

Outras alternativas

Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres. A masturbação é uma aliada, quando o assunto é chegar ao clímax, e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões.

"A mulher pode se masturbar sozinha, seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação", diz o especialista.
Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade :

- Converse com o seu parceiro

- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares

- Toque seu próprio corpo

- Fale o que você deseja na hora do sexo

- Esqueça os problemas e aproveite o momento

Como reconhecer que você teve um orgasmo :

- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)

- O clitóris fica ereto e sensível ao toque

- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros

- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aumentam

- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas

- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranquilidade



Faça Hoje Sete Mudanças que Melhoram a Saúde

Pequenas mudanças na rotina resultam em grandes benefícios para a sua saúde


Cuidar da saúde durante a correria do dia-a-dia não é lá uma das tarefas mais simples. Visitas ao médico, exames, vacinas e cuidados especiais, muita vezes, acabam deixados de lado. É ai que o corpo começa a reclamar, e os problemas passam a surgir acompanhados de dores e cansaço excessivo. Claro que os cuidados essenciais não podem ser deixados de lado. Mas pequenas atitudes preservam a saúde, evitando diversos males. Confira a lista que o MinhaVida preparou para você experimentar um gostinho a mais de jovialidade e disposição.

Comece a usar protetor solar Muitas pessoas ainda insistem em sair de casa sem o produto responsável por deixar o câncer de pele bem longe e ainda colaborar com a beleza da derme, evitando o envelhecimento precoce. "O protetor é um produto básico e essencial no dia-a-dia de todas as pessoas que se preocupam com a saúde e com a beleza da pele", diz a dermatologista e especialista do site, Bruna Bravo.

Pare de fumar
De acordo com Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, 90% das mortes são devido ao câncer de pulmão, 25% por doença coronariana, 85% pela doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular. Precisa de mais motivos para abandonar o vício?

Você prometeu emagrecer em 2012?

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Sua promessa de ano novo vai virar realidade! O Dieta e Saúde é o programa de emagrecimento do portal de saúde Minha Vida. Todas as informações e ferramentas do Dieta e Saúde são online.

O programa é baseado no sistema de pontos desenvolvido pela equipe de profissionais do site e tem como responsável técnica a nutricionista Roberta Stella. As informações e orientações sobre atividades físicas são supervisionada pela personal trainer Valéria Alvim.

Saiba mais no site do
Dieta e Saúde

Troque seus óculos de sol
O uso de óculos de sol protege os olhos dos raios ultravioleta. "Mas lentes de má qualidade, em vez de proteger, podem causar lesões na retina e até mesmo levar à catarata, por isso a importância de estar sempre atento a qualidade do óculos que você está usando", alerta o oftalmologista e especialista do MinhaVida Virgilio Centurion. Que tal optar por um modelo novo? Para isso, conte com a ajuda de um especialista e prefira modelos com selos de certificação de qualidade.

Abaixe o som do mp3
O fone em volume muito alto, pode levar até mesmo surdez. E de acordo com Mariene Terume Umeoka Hidaka, diretora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas, os sintomas começam com um simples zumbido. "A perda da audição é gradativa. No início pode aparecer um zumbido permanente no ouvido, passando por irritabilidade até a perda auditiva. Para não ter que chegar à perda de audição, o mais indicado é ouvir músicas no nível de pressão sonora considerada adequada pelos especialistas: volume médio que não seja prejudicial à audição" explica.

Durma bem
Uma boa noite de sono é sinal de um dia repleto de energia. Se você não está conseguindo dormir bem, é preciso descobrir onde está o problema. Só a cura vai garantir dias longe do cansaço. "A
insônia causa, no mínimo, irritação e indisposição. Ela se dá por causa das preocupações diárias, problemas psicológicos ou pelo ronco em função de alguma obstrução da via aérea superior ou apnéia", explica Rogério Silva, biólogo pós-doutorando da disciplina de Medicina e Biologia do Sono do departamento de Psico-Biologia da Unifesp.

Guarde o salto alto para ocasiões especiais
O uso constante de salto sugere problemas para saúde e causa fortes dores nas costas e nas pernas. "As dores na região lombar da coluna e nas pernas, decorrentes do encurtamento da musculatura posterior desta região, são, na grande maioria das vezes, causadas pelo uso excessivo de salto alto. Por isso minha dica é deixá-los apenas para as datas especiais", ensina o fisiologista Pedro Rizzi de Oliveira, da Clínica Luisa Catoiraa Pedro Rizzi.

Faça exercícios físicos
Os
exercícios físicos garantem uma vida muito mais saudável. "Pacientes sedentários têm um risco de mortalidade muito maior em relação àqueles com problemas de coração, mas que realizam alguma atividade física regularmente", afirma o clínico Daniel Kopiler, especializado em Medicina do Exercício. E não podemos esquecer que as atividades físicas também deixam seu corpo muito mais bonito e atraente.



Acabe Com a Prisão de Ventre Só Com a Dieta

Conheça os alimentos que são imbatíveis na luta contra o incômodo.

Quem sofre com a tão conhecida prisão de ventre sabe o tamanho do incômodo que ela representa. Mau humor, pele marcada e estômago inchado tornam os dias quase insuportáveis. Mas a nutricionista Karina Gallerani afirma que há solução para o problema. "Basta uma alimentação caprichada somada a uma boa dose de exercícios físicos para garantir que a prisão de ventre desapareça". A seguir, ela mostra o que não pode faltar na casa de quem deseja viver de forma mais tranqüila.
Alimentos Crus: Comer verduras e legumes crus rende, além de muitas vitaminas, fibras para o seu organismo. Mastigue bem cada bocado e, em no máximo dois dias, você já vai notar a diferença.

Frutas com bagaço: O bagaço das frutas ajuda na formação do bolo fecal. Chupe laranja e mexerica, por exemplo, sem descartá-lo. Fazendo isso uma vez por dia, o seu intestino passa a funcionar com regularidade.

Água: Ela ajuda na digestão dos alimentos e impede o ressecamento das fezes, um problema comum se você demora muito tempo para ir ao banheiro. A hidratação ainda traz melhoras para sua pele, que fica mais clara e com mais brilho.

Iogurtes: Existem as versões específicas para quem sofre com a prisão de ventre. O consumo contínuo desses iogurtes regula o trânsito intestinal e manda o inchaço e a irritação para bem longe de você.

Alimentos integrais: São várias as opções de alimentos integrais que ajudam a acabar com a prisão de ventre; Arroz, trigo, pão, milho, aveia e granola são alguns exemplos. Uma porção desses alimentos por dia já é suficiente.

Evite: Para acabar de vez com o mal estar proporcionado pela prisão de ventre, também é preciso evitar alguns alimentos que colaboram com o transito intestinal. Entre eles estão as frituras, os biscoitos (com exceção daqueles à base de fibras) e os alimentos açucarados, como balas e chocolates.


Por Carolina Gonçalves
www.minhavida.com.br

sábado, 14 de abril de 2012

Oito Bons Motivos Para Você Beijar Mais

Além de deixar o astral lá em cima, o beijo melhora a circulação e te protege de doencas.


Que beijo é uma delícia, todo mundo já sabe, mas e os benefícios que ele traz para a saúde, você conhece? Esse gesto de carinho - quando praticado com amor e cumplicidade - pode desencadear reações no corpo todo, produzindo bem-estar, confiança e unindo ainda mais o casal. "A boca tem o mesmo número de terminações nervosas que a glande do pênis e o clitóris e, por isso, também é um canal de prazer", conta o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Junior, do ambulatório de sexologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Aproveite o Dia Internacional do Beijo (13 de abril) para conhecer os benefícios dessa demonstração de afeto.

Melhora a circulação

A excitação que acontece durante um beijo provoca uma vasodilatação no corpo todo. A abertura dos vasos, juntamente com a aceleração da frequência cardíaca, contribui para o aumento da quantidade de sangue oferecida aos tecidos. "Essa intensificação da circulação nutre as células e até ameniza dores no corpo, como a enxaqueca e a
dor de cabeça", explica Amaury Mendes.

 Previne e ameniza rugas

Um beijo apaixonado e cheio de cumplicidade movimenta 29 músculos da língua e do rosto. O gesto cheio de boas emoções, além de gastar calorias, funciona como uma ginástica facial. "Beijar combate a flacidez e a movimentação aumenta a circulação sanguínea no rosto, nutrindo as células e evitando o envelhecimento precoce e as
rugas", explica o sexólogo Amaury

Imunização

Você sabia que o beijo promove a troca de cerca de 250 bactérias? Antes de torcer o nariz, saiba que essa permuta protege o corpo de várias doenças. "Os micro-organismos trocados vivem em uma relação amigável com o corpo de forma a aumentar a
imunidade, já que não são do tipo que provoca doenças", explica Amaury Mendes. Mas também é verdade que o beijo também pode transmitir alguns micro-organismos maléficos e causar doenças, como a mononucleose infecciosa. Por isso, é bom tomar cuidado antes de sair distribuindo beijos.

Libera hormônios do prazer

O beijo libera os hormônios dopamina, epinefrina e ocitocina. "Respectivamente, esses hormônios atuam estimulando, gerando sensação de
prazer e estabelecendo o vínculo entre o casal", explica o sexólogo Amaury. É um momento de plena intimidade que está ligado a uma série sensações, como calor, frio na barriga, ansiedade, arrepios e excitação.

Estimula os sentidos

"O beijo não se resume ao contato entre os lábios - é um disparador para todas as sensações corporais", aponta o psicólogo e pesquisador Diego Henrique Viviane, do Instituto Paulista de Sexualidade. A ação de beijar inclui tato, do toque dos lábios e do encontro corporal; olfato, estimulado ao sentir o cheiro do parceiro; paladar, representado pelo gosto do parceiro; a audição, que permite ouvir a respiração e os ruídos que fazem parte de um bom beijo, e por fim a visão, a observação do outro.

Promove bem-estar

A liberação dos neurotransmissores chamados de endorfinas, que acontece durante o beijo, promove uma prazerosa sensação de bem-estar. Quando estão em níveis muito baixos no organismo, causam irritabilidade, sono, tristeza, impulsividade e uma série de dificuldades emocionais. "A produção de endorfinas em nível saudável eleva a sensação de
bom humor", explica o psicólogo e pesquisador Diego Henrique Viviane, do Instituto Paulista de Sexualidade. Um bom beijo ajuda a equilibrar esse hormônio e a ter mais disposição para lidar com as questões do dia a dia, melhorando a qualidade de vida.

Melhora a autoestima

"O beijo romântico implica na sensação de ser amado e o beijar por beijar está ligado ao poder de conquista, de sedução, de ser atraente a outras pessoas, ou seja, o beijo está intimamente relacionado à
autoestima", explica o psicólogo Diego. É como um ciclo: com mais autoconfiança, você se sente mais a vontade para beijar e expressar emoções e sensações, tanto de maneira verbal quanto não verbal.

Ajuda a expressar as emoções

O beijo está ligado à expressão emocional, mas, por si só, não é suficiente para expressar todo o conteúdo amoroso, emocional e afetivo. Ele é, portanto, um aspecto da demonstração de afeto. "Em conjunto com a capacidade de lidar com as emoções de maneira verbal e direta, o ato beijar pode ser responsável pela qualidade de qualquer relação humana", conta o psicólogo Diego.


Só tome muito cuidado com a higiêne bucal, né!!!

Gil Corrêa

Um Alerta Aos Cristãos Acomodados


O problema da nossa geração mo­derna de cristãos é que, muitas vezes, queremos alienar-nos em nosso próprio mundo e fingir que as coisas que estão acontecendo em nossa sociedade na realidade não existem.
Queremos sentir que as coisas são "como costumavam ser" e que o mundo "está ficando melhor"!
O fato é que Satanás e suas forças aceleraram suas atividades e estão prepa­rando-se para tentar assumir o controle do mundo, como está previsto nas Escrituras.
As coisas não são mais como costumavam ser.
Pode­res demoníacos estão atuando nesta geração com mais intensidade, fervor e de forma mais explícita do que nunca.
Vidas estão sendo destruídas aos milhões por todo o mundo. Seja por consumo de drogas, suicídios, assassinatos, pacto com as trevas, envolvimento com feitiçaria, prostituição, famílias sendo destruídas como nunca antes se viu, divórcio, separação, etc...
O cristão que se encon­trar adormecido e desatento ao que está ocorrendo algum dia lamentará a sua decisão de ter se escondido dos fatos e de não ter se preparado.
A hora está chegando... O relógio de Deus está apontando para o fim dos tempos... o momento da grande e final batalha entre o bem e o mal.
E Você? De que lado você está? Já tomou a sua decisão ou está pagando pra ver!!!
Leia as Escrituras Sagradas e assuma uma posição ao lado do Senhor Jesus Cristo, antes que seja tarde demais...

 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mulheres Usuárias de Crack

Mulheres usuárias de crack em situação de comportamento de alto risco

 
Psicóloga escreve artigo sobre mulheres em comportamento de alto risco

A psicóloga da Clínica Viva e especializanda em dependência química, Luciana Yukiko, redigiu um artigo sobre as mulheres usuárias de crack que acabam enfrentando situações de comportamento de alto risco, principalmente aquelas que vivem em situações como as frequentadoras da cracolândia em São Paulo. Além de esclarecer as situações, a psicóloga também fala a respeito da necessidade da busca de um tratamento.

A incidência do uso de crack entre as mulheres vem aumentando significativamente, podendo ser observada por meio do aumento na procura por tratamento. A intensidade e o rápido início de euforia combinados com a forte compulsão de uso, que se desenvolve gradativamente, fazem do crack uma droga com alto potencial de dependência.

Ao vermos casos de mulheres grávidas ou mães recentes após a operação da Cracolândia, em São Paulo, o problema ganhou repercussão no Brasil inteiro. É preciso uma abordagem que enfoque a saúde pública, não camburões, armas de efeito moral e repressão. Essas mães não estão lá por que querem, mas sim porque estão doentes.

Habitualmente, o usuário de crack usa outras drogas simultaneamente ou tem antecedentes de consumo de outras substâncias. O início do uso se dá com drogas lícitas – álcool e tabaco – geralmente em idade precoce e com uso de modo pesado. De forma geral, a maconha se torna a primeira droga ilícita.

A progressão é influenciada pela idade, pela experiência de vida e pelas questões emocionais. Muitas das dependentes trazem o relato de ter passado por estresse significativo na infância e na adolescência, questões traumáticas de vários tipos de abuso – dentre elas as de ordem sexual - questões estas que geram dificuldade para se manterem abstinentes.

Os efeitos característicos do crack geram dependência, instalada pouco tempo depois de um uso regular. A fissura, que é a necessidade do consumo da droga, acaba obrigando as usuárias a dependerem de dinheiro, que não raramente é conseguido de forma pela qual as mulheres se colocam em situações de alto risco – como a prostituição, por exemplo.

Para adquirir a droga, quando não se prostituem, muitas dependentes chegam a colocar seu corpo como moeda de troca pelo crack. Isso gera o perigo de práticas sexuais não seguras, como relações sem preservativo, gerando risco de gravidez indesejada ou doenças sexualmente transmissíveis.

Diante desses comportamentos entre as mulheres usuárias de crack, é importante e necessária a busca e a intervenção de profissionais da saúde, que podem fornecer informações e o tratamento especializado para cada caso, e assim obter uma possível mudança no estilo de vida, tendo uma vida com qualidade ao lado de filhos e familiares.

Por Luciana Yukiko Ambrósio – Psicóloga na Clínica Terapêutica Viva e Especializanda em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo.